• Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 1
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 1
  • Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 2
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 2
  • Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 3
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 3
  • Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 4
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 4
  • Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 5
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 5
  • Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 6
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 6
  • Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 7
    Mercedes-Benz Nana Fenatran - Foto 7

Os caminhões diferem dos carros não apenas no tamanho. As aspirações de compra são completamente distintas. Enquantos os automóveis refletem uma questão passional e o status social que o dono quer transmitir, os pesados são vistos racionalmente como ferramentas de trabalho. É esse o “espírito” que a Mercedes-Benz vai encarnar na 19ª edição do Salão Internacional do Transporte – Fenatran, que acontece entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Numa prévia de suas novidades, a marca alemã mostrou que busca a máxima diversificação da gama para oferecer produtos em todos os segmentos. E, com isso, abocanhar uma fatia maior do mercado.

Duas novidades, por sinal,  ainda estão em fase final de testes. A primeira é o Axor 1933. A partir do primeiro trimestre de 2014, o extra-pesado passa a contar com uma transmissão totalmente automatizada de 16 marchas. O novo sistema ainda traz a função EcoRoll, que coloca o câmbio do veículo em neutro sem a intervenção do motorista – uma espécie de “banguela” controlada. Já o Power Mode, libera mais rotação do motor para facilidade de ultrapassagem ou para vencer aclives íngrimes durante um intervalo de dez minutos. Sem deixar o conforto de lado, a Mercedes ainda instalou uma suspensão a ar no eixo traseiro. A cabine foi aprimorada com novos revestimentos para melhorar o isolamento acústico e agora há um cama king size.

Outro caminhão é Atego 2430 6X2. O novo semi-pesado incorporou um câmbio automatizado de 12 relações também com as funcões EcoRoll e Power Mode. Já o motor foi recalibrado e passou a entregar 15% a mais de torque em 12% menos rotações – 127,4 kgfm a 1.150 rpm. Segundo a Mercedes, isso faz com que o motorista intuitivamente trabalhe na rotação de menor consumo de combustível, que pode chegar até 6% de redução. A fabricante ainda oferece, como opcional, um tanque extra que eleva a capacidade total para 600 litros.

Ainda na linha Atego, a Mercedes quer fazer jus à proposta de oferecer caminhões em todos os ramos possíveis. O pesado 1729 foi especialmente desenvolvido para as operações de coleta de lixo e está preparado para receber compactadores de até 19 m³ na versão 6X2 com 3º eixo implementado por terceiros. O trem-de-força é composto pelo motor OM 926 LA, de 286 cv de potência e 114,2 kgfm de torque, transmissão manual 9 marchas com novo mapa de engate do tipo H sobreposto.

Prévia da Mercedes-Benz na Fenatran 2013

De volta ao Axor, a fabricante apresentou o sucessor do extra-pesado 2831. O novo 3131 6X4 foi feito para o trabalho off-road e tem versões basculante, betoneira e plataforma. Essas configurações permitem o uso do caminhão em operações severas, como em indústria canavieira e madeireira, mineração, construção civil e obras de infraestrutura. O PBT foi elevado para 31,5 toneladas e o motor OM 926 LA entrega agora 306 cv de potência, com os mesmos 114,2 kgfm de torque. Focada no transporte rodoviário de longa distância, a Mercedes também passou a oferecer eixos traseiros sem redução nos cubos também para as versões 6X2 e 6X4 e caixa de câmbio com relações mais diretas. O principal benefício desse eixo é a melhora no rendimento mecânico, que resulta na redução de consumo de combustível de até 6%. Fechando o pacote, as cabines ganham opcionalmente suspensão pneumática em substituição às molas helicoidais. 

De olho nos eventos que vão acontecer no Brasil como Copa do Mundo e Olimpíadas, a Mercedes-Benz vai levar para a Fenatran, o recém-apresentado Atron 1719 4X2. O caminhão chega ao mercado brasileiro em três versões. Duas são vocacionadas: transporte de bebidas e basculante, para o segmento de construção civil. A terceira é do tipo plataforma, indicada para aplicações mais abrangentes. Pode receber diversos tipos de implementos, como baú, para de carga mais sensíveis, ou carroceria aberta, para carga seca. 


Autor: Raphael Panaro (Auto Press)
Fotos: Divulgação