São Paulo/SP – Os números do mercado nacional de caminhões são cada vez mais alarmantes. O primeiro trimestre de 2016, em comparação com o mesmo período do ano anterior, registrou queda de 32,9%. Para tentar amenizar as perdas neste cenário nada favorável, a Man Latin America promoveu algumas mudanças internas e aposta em uma nova fase, pautada pelo otimismo e pela busca da retomada dos negócios. E inaugura essa etapa com um novo slogan: “Vire a Chave”.

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Para comprovar essa onda de otimismo, a MAN garante a continuidade dos investimentos programados para o Brasil, que somarão R$ 1 bilhão entre 2012 e 2017 – faltam ainda R$ 400 milhões. Incrementos em vendas são esperados graças a ferramentas como o Leasing Operacional, produtos vocacionais e feitos sob medida e, seguindo a tendência deste mercado no país, a força do agronegócio.

Instalações da MAN em Resende

As mudanças começaram entre colaboradores, rede de concessionárias e importadores. “Promovemos os ajustes necessários a este novo momento. Com a parceria de todos os envolvidos em nosso modelo de negócio, renovamos nosso compromisso de oferecer produtos sob medida a mais de 30 países da América Latina e África. Queremos virar a chave para retomar nosso crescimento”, explica Roberto Cortes, presidente e CEO da Man Latin America.

Instalações da MAN em Resende

Entre as novidades em sua estrutura, Leandro Siqueira é o novo diretor de Desenvolvimento do Produto e Gerenciamento de Portfólio. Ele substitui Gastão Rachou, que se aposenta após participar de importantes projetos da MAN Latin America. Na área de Vendas, Marketing e Pós-Vendas, Antonio Cammarosano passa a cuidar exclusivamente dos negócios de caminhões Volkswagen e MAN, enquanto Jorge Carrer é agora o responsável por vendas de chassis de ônibus Volksbus, ambos se reportando diretamente ao vice-presidente Ricardo Alouche. Na área de Vendas para mercados internacionais, Luciano Cafure é o novo executivo, que se reporta a Marcos Forgioni.

Instalações da MAN em Resende

Por falar em vendas ao exterior, com a retação nas vendas locais, as exportações vê m ganhando cada vez mais importância para os lucros das fabricantes de caminhões. Enquanto no Brasil a MAN busca fazer uma ofensiva na área comercial, com foco na estrutura de engenharia do cliente, venda e pós-venda, o aumento das exportações já é meta essencial para a empresa. A montadora busca dobrar em três anos a porcentagem – que hoje é de 15% a 20% – para entre 30% e 40%. A exportação de kits CKD e SKD para a montagem em outras estruturas fabris da companhia, como Colômbia e África do Sul, se inclui nesse planejamento.

Instalações da MAN em Resende

Ainda neste ano, como parte das comemorações pelas duas décadas de funcionamento da fábrica da marca em Resende, no Rio de Janeiro, está prevista a inauguração da primeira pista de testes de rodagem do grupo Volkswagen na América Latina. Lá, serão avaliados ônibus e caminhões em produção no Brasil. Também sairá em 2016 o primeiro dinamômetro para testes em motores e um novo Centro de Treinamento para qualificação da rede e de clientes, este em São Bernardo do Campo, em São Paulo. A expectativa da MAN é de que o crescimento da marca seja retomado em até três anos. 


Autor: Carlos Guerra (Auto Press)
Fotos: Divulgação